sexta-feira, 31 de agosto de 2007

To indo...


...só não sei como volto!




quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Dialogo

"So..."
"So...what's on your mind?"
"Mine? Nothing...I mean, I don't know. Stuff, you know."
"Yeah. I guessed I kind of freaked you out."
"No, no...it's not like that. It's just...a little weird."
"You didn't like?"
"Of course I liked it!"
"So?"
"Oh, come on. Don't push it. You know you told me you were not. That's it. You told me that, and now this is happening. I am not your first, am I??"
"Ahaha...no, you are not. But what we did tonight was a first for me!"
"Ahahah"
"Hey, man, you know I like you a lot, but I guess that when we met I didn't want you to know that I like it too. Well, at that time I wasn't, I was with Jeannie and stuff. I guess I can go both ways, depending on who I am with."
"And now what? You know I'm leaving in a few weeks."
"What's the problem? Let's have fun while you are here!"
"And what about New York?"
"Nothing changes about New York...well, I guess we will need a double bed now!"

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Antes tarde do que nunca

Meu melhor amigo nos EUAxilio chama-se Terry. Nao, na verdade este nao e seu nome. Terry e da Eslovaquia, tem um nome impronunciavel com dezenas de consoantes uma atras da outra. Ele me disse que Terry e o nome em ingles mais proximo de seu nome eslavo, entao ele usa Terry mesmo.

Terry ja morou em todos os cantos dos Estados Unidos, Boston, Chicago, San Diego, New York. Nos conhecemos na Berlin, uma especie de A Loca em Chicago, porem sem o lado underground da casa paulista. Foi numa das primeiras vezes que sai por aqui. Confesso que estava um pouco "ansioso" para beijar, depois de varios meses sozinho. Ah, claro, ainda nao conhecia a regra da PDAs, tinha muitas esperancas tambem.

Foi ele que se aproximou no balcao do bar onde eu estava, simpatico, extrovertido. "How you doing, man?". Na hora pensei que tinha ganhado a noite. Conversa vai, conversa vem, ele me pergunta se sou gay ou hetero. "Gay" respondi, meio incredulo com a pergunta. Isso aqui nao e um bar gay? Terry me disse que era hetero, e que o Berlin era bar para todos os gostos. Ele tinha namorada, uma chata que estava em outra baladinha e mandava mensagens no celular a cada cinco minutos.

Bebemos juntos, fizemos amizade. Saimos varias vezes, conheci a agora ex-namorada. Nunca entendi muito bem qual era a do Terry - confesso que ainda tenho um pouco de ressentimento gay por casais heteros que frequentam "nossa" noite. Apos o termino do namoro Terry me acompanhava aos bares de Boystown, conversava com outros carinhas, sempre sem dar pinta nenhuma, sempre sozinho. Conhecemos outros amigos gays juntos, formamos nossa turma.

Ontem contei para ele minha decisao de voltar ao Brasil. Terry ficou triste. Muito triste. Foi minha imaginacao ou vi lagrimas naqueles olhinhos verdes tao lindos? Disse que sentira muito minha falta, nao quer que eu va tao cedo. Foi um daqueles momentos reveladores quando nos beijamos, parecia tao natural. Por que esperamos tanto tempo? Sim, nao foi so ele que nao revelou quanto interessado estava, eu afastei qualquer possibilidade depois da revelacao de que ele era, na verdade, hetero.

Nao tenho ilusoes de ter "covertido" Terry. Ele sabia muito bem o que estava fazendo na noite passada. Seja la o que ele acredita ser, tivemos nosso momento especial. Quando nos despedimos hoje de manha ele pediu para eu nao contar para ninguem. Ainda bem que ele nao le portugues nem conhece este blog!

Temos uma viagem para New York marcada ha meses para este fim de semana (e feriado na segunda, um dos pouquissimos que este pais tem, Labor Day). Vamos (ou iamos?) ficar no mesmo quarto de hotel. Acho que vai ser minha melhor estada na Big Apple!

The British are Fabulous!


Achei no Perez Hilton, via Daily Mail: Jennifer Saunders vai estreiar uma nova séria na BBC1. E com sua amiga e co-criadora de Absolute Fabulous, Dawn French! Ah, queria estar em Londres! Essa foto das duas de Amy Winehouse e Britney Spears é simplesmente hilária!

Conheci Ab Fab por volta de 97, 98, quando ia visitar meus e me jogava o fim de semana inteiro na TV a cabo (maldita vida de estudante universitário sem tostão!). Passava no Multishow, sábados após o almoço. Eu rolava no chão de tanto rir com Eddy e Patsy (cadê Joana Lumley?). Nunca duas bêbadas foram tão engraçadas - e chics! Em casa ninguém entendia o humor britânico, me achavam pirado. Muita pinta ser fã de um show chamado "Absolutely Fabulous" ou não? Tem pai que é cego, tem pai que é cego...

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Não há mais tempo

Então você toma uma decisão e o tempo se torna muito pouco para fazer tudo que você vem adiando há tanto tempo. E, irracionalmente, você quer fazer tudo ao mesmo tempo.

Sábado, depois de compritchas básicas (óculos Gucci liiiiiiindo e umas roupinhas), corri até o Museum of Science and Industry de Chicago. O edíficio do museu é lindo, parece um palácio. É o último dos prédios construidos para a Feira Mundial de 1893, que ficou para a história como "The White City" e transformou a imagem de Chicago de uma cidadezinha de vendedores e açogueiros para segunda cidade mais importante dos EUA.




O museu é tecnológico demais para o meu gosto, tem crianças demais para o meu gosto. A exibição do U-Boat é assustadora - um submarino alemão da Segunda Guerra capturado pela marinha americana, inteirinho, incluindo torpedos. Quanta gente esse troço matou? Gives me the chills.


Noite, rumo para Boystown. Meu bar preferido é o Hydrate. Pequeno, bem frequentado, com ótimos DJs visitantes (e pode-se fumar, se você estiver a 15 pés de distância do bar. O duro é contar 15 pés após cinco cervejas). Joe Gauthreaux estava tocando neste sábado. Além de ser gato (eleito "the Hottest DJ" pela Out) Joe tem um set altamente The Week. André Almada, querido, chama logo o Joe pra tocar aí que vai bombar.


Joe Gauthreaux, imagem do site do gato.

Um loirinho gatinho (só entra em bar nos EUA quem tem mais de 21, então suponho que ele tenha pelo menos isso) com piercings nas sombrancelhas, nariz e língua me rouoba um beijo; depois beija o namorado, que ri. Em seguida beija meu amigo, parte para um outro cara encostado no bar e tira a camisa, mostrando piercings nos dois mamilos. Kids these days...

Horas e muitas cervejas depois outro loirinho (esse tinha mais de 21, com certeza) vem dançar encostadinho em mim. Tento roubar um beijo, ele vira o rosto. Insisto, tento um "cala-a-boca-e-beija-logo". Não dá certo, no PDAs honey.

Acordo no domingo sem lembrar como cheguei em casa. Não consigo respirar direito, fumei demais. Vou ao meu restaurante favorito, Big Bowl, comer um shrimp pad thai. Como é boa a comida tailandesa! Durmo o resto do dia no sofá.

Depois de quase 3 dias sem ligar o computador, me deparo com isso e quase morro. BHY, você é demais, thanks a bunch.

Segunda de manhã pedi demissão. E à tarde comprei minha passagem de volta para o Brasil. Tiiiiiime, is on my side, yes it is!

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Minhas damas britanicas

So pra provar que realmente adoro os ingleses...Achei essa foto da Hellen e Judi ma-ra-vi-lho-sa! Creditos: Annie Leibovitz, para edicao de Hollywood da Vanity Fair (aqui tem o slide completo, com outras fotos muito boas). Preciso arrumar uma foto bem bonitinha da Maggie, e uma daquela outra grande "dama" inglesa, Ian Mckellen.

Stormy Weather





Now...this is interesting! So porque fiz gracinha das chuvas fraquinhas da zona temperada, ontem Mamae Natureza resolveu se vingar e mandou um tornadinho pra minha cidade. Nice, thanks a bunch!

Felizmente foi um mini-tornado (a expressao nao e minha, mas do Weather Channel). Causou alguma destruicao, algumas cidades estao inundadas. Eu (e mais 300 mil pessoas) estou sem agua e eletricidade no meu apartamento desde ontem a tarde. Nada como subir 12 andares de escada para animar a noite!

Apesar do tornadinho de ontem nao ter formado aquele redemoinho de nuvens, a velocidade das nuvens se aproximando da cidade me impressionou (a foto de cima mostra o tornado ja sobre a cidade). Como o Meio-Oeste e uma grande planicie deu para acompanhar da janela do escritorio. Os americanos me apelidaram de "Crazy Brazilian" - enquanto eu espiava pela janela as nuvens chegando e o vento chacoalhando as janelas dos outros predios os gringos saiam correndo de suas salas, fechando as portas e se protegendo no corredor. So depois de passada a tempestada que eles me explicaram que NAO E ACONSELHAVEL ficar proximo de janelas durante um tornado - elas podem explodir. Again, nice!



Apos o tornadinho, thunderstorms! Nunca tinha visto tantos raios numa so noite.




Eu gosto de raios, acho tao bonito...

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Becoming Jane



Ontem fui assistir ao novo filme de minha adorada Anne Hathway, Becoming Jane. O filme conta a historia semi-ficticia do romance entre Jane Austen (interpretada por minha linda Anne) e Tom Lefroy (o "feinho-mas-sou-gato" James McAvoy). Confesso que gosto muito desse tipo de romance britanico. Alias, eu amo os ingleses em geral. Becoming Jane e muito bom, sem ser excepcional. Juro que so dei uma choradinha, no final!!

Alem de Anne e James (ambos muito bons), o filme conta ainda com uma pequena participacao da grande, gigante, ma-ra-vi-lho-sa Maggie Smith. Maggie e a pura personificacao da aristocracia. Amo!

Gostei muito do penteado "estilo regencia" do James. Acho que vou adotar, so tenho medo de colocar tarefa tao delicada nas maos da minha cabeleireira mexicana!

Ainda nao li nenhum dos classicos de Jane Austen, mas eles estao na lista para a proxima passada pela Barnes & Noble.

Mais James (porque nao sou de ferro!)

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Sparkle, baby!


Jesse Archer é meu articulista favorito em Out. Além de lindo, Jesse é escritor, modelo, ator e o que quer que seja necessário para manter seu estilo de vida (recentemente, ele se inscreveu para ser professor de sexo oral para mulheres!). Jesse tem um namorado australiano (não faz meu tipo, mas é gato), amigos malucos, já viajou pela América do Sul (viagem essa que resultou em um livro, You can run), e tem uma vida espetacular numa das melhores cidades do mundo.
Para mim ele também é a síntese do estilo de vida que sempre quis mas jamais conseguir ter. Ela foi me negada, por minhas próprias circunstâncias. Estava começando a mudar isso em São Paulo, veio o exílio, o Meio-Oeste não é Nova York, foi tudo adiado (espero que não cancelado).
Moro nos EUA há mais de um ano, porém na hora de preencher meu perfil ains coloco SP. Existe a perspectiva de voltar, em breve. Outras circunstâncias, começar tudo de novo (novamente). Faca e quejo na mão (com dólares no bolso). E agora, só depende de mim?

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Tedio...


Agosto, tudo parado nos EUAxilio. Chefes de ferias, curtindo a filharada em casas de campo, nas margens de lagos distantes. Quase nada pra fazer no trabalho, almocos longos (geralmente com outros brasileiros expatriados). Tedio total.

Esses dias passo muito tempo na internet, em sites gringos e brasileiros. Um fato que me impressiona e a distorcao que sofrem as noticias sobre assuntos ou pessoas dos EUA que saem nos sites brasileiros. Nao, nao to falando dos blogs, e dos sites "oficiais" mesmo. Leio uma chamada de capa no site da Globo dizendo isso ou aquilo de alguma celebridade americana; vou procurar nos sites daqui, nem sombra do assunto. Sera que eles usam o National Enquirer como fonte segura quando noticiam que Brangelina is no more ou que o Presidente Bush vai se divorciar da primeira-dama?

As vezes, quando acho a materia correspondente por aqui, percebo que a traducao para o portugues e, no minimo, porca; na pior das hipoteses, e mal intencionada mesmo. Nao entendo essa ma vontade brasileira com as americanos; o americano medio e tao bonzinho que ate irrita. Nao precisamos nos sentir inferiores a eles, em muitos aspectos somos e superiores!

Outro pessimo costume dos jornais brasileiros e simplesmente copiar o corpo da noticia e ignorar a conclusao do jornalista americano (problemas de copyright, maybe?). Enfim, sinto que somos um tanto quanto desinformados no Brasil sobre o que acontece por aqui (ohhhh, que surpresa! tambem nao da pra dizer que os gringos sabem muita coisa sobre o Brasil, ja tive que dizer mais de uma vez que nao falo espanhol - e, num caso mais bizarro, que nao falamos "brasileiro" no Brasil).
Essa digressao toda e so pra matar meu tempo no trabalho. Acho horroso escrever sem acentos, mas fazer o que!

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Chove Chuva


Chove sem parar ha alguns dias por aqui. Alguns estados ja estao sofrendo com enchentes, aqui onde moro os rios estao ameacando transbordar. A chuva nos EUAxilio (pelo menos onde moro) e diferente da brasileira, mais fraca. Mesmo assim, os americanos morrem de medo, chamam suas chuvas de thunderstorms. Se eles vissem uma tempestade de verao em SP...

Neste fim de semana comprei a edicao da Vanity Fair de setembro, aquela sobre o Brasil. Nao sou muito ligado neste tipo de revista, mas juro que estou tentando ler (ou ver) todas as 400 e tantas paginas. A materia sobre o Brasil devia, na verdade, ser sobre o Rio. Ela acerta em um aspecto da vida brasileira que eu sempre marginalizei, cheio de preconceitos patrios: a gente sabe mesmo se divertir. So fui perceber isso de verdade quando me mudei pra ca. No quesito diversao, os Estados Unidos e que sao o pais em desenvolvimento.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Post obrigatório

Todos os blogs gays do mundo terão este post hoje:

HAPPY BIRTHDAY, YOUR MADGESTY!


quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Aviso aos militantes...

...beijar em público não é ato obsceno! Pegação em banheiro público, bee ou HT, é!


Duas coisas que nao aguento mais...

... mashed potatoes Britney Spears. Onde quer que voce va nos EUAxilio, voce vai se deparar com eles.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Falando nele...








Orlando, querido, não fica muito tempo longe das telas não, por favor! ! para com essa história de proter o meio-ambiente que isso já tá batido!

Dick Mitchell




A foto de divulgação do novo blog do DList é uma das mais sexys que já vi. O fotógrafo é Dick Mitchell (que também assina Richard). Procurei outras fotos dele e achei essa aí de baixo, tirada de uma matéria sobre a New York Pride Parade de 2006 que saiu na Village Voice. Ele também tem fotos menos "temáticas", inclusive de celebridades. Dick afirma que se seus modelos se recusam a atuar, ele atua. Tomara que ele fotografe o Orlando Bloom em breve.


Ai, ai, ai

Discutir por ninharias com sua Mae, que esta a 8 mil quilometros de distancia estraga o dia de qualquer um! O meu, ta estragado!

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Twister


Chega o verão nos EUAxílio e começa uma procissão de "season markets". Season markets não são nada mais que a boa e velha feira-livre, que devido ao rigor do inverno na maior parte do país aqui só rolam no verão (e com um estilo bem americano, claro - você jamais verá um "feirante" americano gritando "Olha o tomate, patroa" com toda força de seus pulmões). Tem feiras pra todos os gostos, inclusive ferias gays. Neste fim de semana fui para Chicago conhecer o evento de Boystown, que é o "distrito gls" de Chicago. A feira é simplesmente chamada de Market Days, e rola de tudo. DJs (Ralph Rosario tocou no final da tarde, ali, na rua mesmo), música folk america, algum rockzinho, pencas de barracas vendendo hot-dogs e hamburguers (feitos na hora, maldita fumaça). E pencas de homens sem camisa no verão escaldante de 35 graus de Chicago. Sem camisa, mas sem PDA (public display of affection), porque afinal de contas isso aqui é um país puritano e esse tipo de coisas não se faz!


Tinha também diversas barracas de roupas, vídeos, CDs e vinil, quick-massages, acessórios eróticos, quadros, das entidades "GLBTXY"...uma dessas última trouxe uma forma divertida pra arrecadar: jogo de Twister de sungas! Dei sorte numa das fotos e peguei o cofrinho de um dos participantes.

]À noite fomos num dos bares de Boystown, que estava sufocantemente lotado. O ar-condicionado não estava dando conta, todos suados sem camisa se melando e grudando num dos outros. Me senti em casa na na pista principal da The Week (saudades).


quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Antes de dormir...

...pra ter bons sonhos...

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Central Park



Central Park, primavera 2007 - gatinhos por todos os lados (e pra todos os gostos)

Principe Encantado

Tudo bem que esta foto e um fotoshop basico, mas ja faz tempo que venho notando como o Harry esta muito mais bonito que seu irmao William - que esta ficando totalmente careca e com aquelas bochechas de Diana que nao caem bem...E ainda por cima o Harry e ruivo, ai, ai...

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Bombeiros ofendidos

Quatro oficiais do corpo de bombeiros de San Diego estao processando o departamento por assedio sexual. Eles (heteros, suponho) foram obrigados a participar da Pride Parade ocorrida no mes passado. A noticia esta aqui: http://www.foxnews.com/story/0,2933,292442,00.html

O que a primiera vista pode parecer exagero HT de americano maluco, faz na verdade muitissimo sentido. Eu ja fui em Pride Paredes por aqui, e nao e nada da festa da parada de SP (a unica brasileira a que ja fui). Antes de mais nada, e melhor eu deixar claro que nao sou, detesto e fico longe de qualquer tipo de ativista - incluindo "ativistas do movimento gay". Movimento gay, para mim, e o que eu faco na cama com os gatinhos. Nao acredito que nada em minhas preferencias e opinioes pessoais me garantem o direito de ser melhor do que os outros - ou o contrario. Nao vou sair por ai esperneando se me chamarem de bicha. Um amigo HT, outro dia, fez um comentario hilario e superficialmente malicioso sobre "viados", e imediatemente me pediu desculpas. Quase apanhou. No dia que meus proprios amigos nao poderem me chamar de viado, sendo de brincadeira ou nao, o mundo esta perdido!

Voltando ao assunto, as paradas dos EUAs sao um evento essencialmente politico - contrastando com a balada-micareta que sao as paradas em Sao Paulo (ou alguem vai me dizer que a parte mais importante da parada e o discurso do Suplicy? Pleeaase) Praticamente todos, se nao todos, os orgaos administrativos sao obrigados a ter um carro alegorico ("float" pros gringos) na parada. Eu nao pude deixar de ficar com um pouquinho de pena do xerife do condado onde moro, desfilando no seu float na parada deste ano, com uma estrela de xerife gigante, toda de purpurina.

Por que pena? Por que nao estou nem um pouco ofendido com a acao movida pelos bombeiros de San Diego? Simples, simplissimo, simplerrimo: quando foi que forcar heterossexuais, sob pena de perda de promocao, a participar de um evento gay virou algo justo? Se eles nao gostam, nao deviam ser obrigados a fazer nada a respeito. A interferencia do "ativismo" so devia acontecer quando nossos direitos sao ameacados ou infringidos (notando-se que nao acho que homossexuais precisam de quaisquer direitos adicionais aos que ja temos).

O pior, mas o pior mesmo, e que a chefe de bombeiros de San Diego e homossexual. Vai ver que o chefe dos bombeiros ofendidos queria marcar pontos com a superiora...ou sera que a ordem de impor o comparecimento na parada partiu de cima? Pelo menos ela se desculpou.

Eu espero que os quatro bombeiros ganhem uma indenizacao bem bonita, no melhor estilo americao (tipo, dois zilhoes de dolares). Que so quem queira participar e nao tenha problemas com isso compareca na proxima Pride Parade de San Diego.

"Me chama de Constantino!"







"Call me by your name" é um dos melhores livros com "temática gay" (termo hor-ro-so) que já li. O autor, Andre Aciman, é professor de literatura em NY, e tem livros de memórias e ensaios publicados. Eu vi uma resenha sobre o livro na revista "Out" de janeiro passado, que tinha como título: "como um heterossexual sabe tanto sobre sexo entre dois homens?"

Obviamente interessado, passei semanas esperando o livro chegar na cidade onde moro (interior é interior em qualquer país do mundo!), pois não gosto de comprar livros pela internet.

Na verdade, dizer que o livro tem temática gay é meio que um engano. Como o próprio autor contou em entrevistas sobre o texto, "Call me by your name" é uma história sobre aquele tipo bem adolescente (ou pós-adolescente) de obsessão, que acaba eclipsando quase todas as demais emoções. No livro, Elio, 17, ricaço com casa de família na costa italiana, recebe para uma visita de 3 meses Oliver, 24 anos, americano loiro-lindo-charmos é rrimo, que o pai de Elio (professor) vai ajudar terminar a tese de mestrado.

A fixação que Elio desenvolve por Oliver é tão intensamente bem escrita que as vezes chega a doer. Eu, particularmente, me sentindo descendo a "memory lane". Nã sei dizer se todo mundo passou por isso, mas eu tive (e tenho) uma obsessão que dura anos, já achei que tinha terminado só para depois descobrir que ela muda de forma, se ajusta a novas condições, se esconde, como se fosse um vírus. Apesar das situações contadas por Aciman serem totalmente diferentes do que aconteceu comigo, em algumas passagens eu simplesmente tinha que deixar o livro de lado para não sofrer mais.

Mesmo quem nunca teve uma obsessão (seja amorosa, sexual, whatever) vai se sentir atraido pelo história de Elio e Oliver. Aciman descreve o que o jovem Elio sente tão bem, mas tão bem, que é como se a gente estivesse ali, no ensolarado jardim da casa de praia italiana, sentindo o cheiro de Oliver tostando ao sol.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

237 razões para conhecer Austin

Uma das principais notícias nos jornais e TV dos EUAxilio hoje foi a publicação do resultado de uma pesquisa feita por psicólogos da Universidade do Texas sobre as "razões para se fazer sexo." Surpreendentemente, a pesquisa revelou nada menos que 237 diferentes razões para transar com alguém. Sério, 237.


De forma bastante simples, os autores da pesquisa pediram a 400 alunos da Universidade do Texas em Austin para elencar todos os motivos que eles/conhecidos tiveram para ir para cama com alguém no passado. Sairam coisas bizarras, como "para ficar mais perto de Deus" ou "porque eu queria me punir" ou ainda "para passar uma STD para alguém."

Eu não deixo de me impressionar com a fixação que os americanos tem com o lado psicológico do sexo. Principalmente porque, na minha experiência, eles fazem muito pouco. Mesmo assim tem que procurar descobrir, entender, solucionar o "problema" do sexo. Honestamente, não sei se o passado puritano explica a forma como os gringos encaram o sexo. Eles não devem saber fazer direito, sei lá (não sei mesmo!).

Eu nunca sequer parei pra pensar "por que" estava fazendo sexo. Hãã?? Nem antes, nem depois e muito menos durante. Antes, só quero saber de arrumar alguém pra levar pra cama; durante, eu quero aproveitar o máximo; e depois eu adoro ficar lembrando. Como gay não procria, acredito que não faz o menor sentido ficar se preocupando com essas bobagens.

Outra parte interessante da pesquisa do Texas é que 32% dos homens entrevistados ainda não tinham feito sexo. Vou fazer minhas malas e ir pra Austin o mais rápido possível deflorar uns gringozinhos.